Guia de Instalação

Como configurar um sistema digital de optotipos na sua sala de exame

Um guia passo a passo para substituir o seu projetor por um sistema de acuidade em computador calibrado por distância.

Última atualização em 7 de agosto de 2026 · Revisado por Mark S. Brown, MD

Substituir um projetor ou uma tabela de parede por um sistema de acuidade em computador leva cerca de meia hora e algumas escolhas de configuração bem definidas. Este guia percorre cada etapa para que o seu optotipo digital fique calibrado para a sua própria sala e pronto para uso clínico.

O que você precisa antes de começar

  • Uma tela de 20–24″ para o paciente (preferencialmente fosca ou antirreflexo)
  • Qualquer computador moderno com um navegador web
  • Uma trena e o software de acuidade

Configuração passo a passo

Etapa 1 — Escolha e posicione a tela do paciente

Selecione um monitor com resolução nativa alta o suficiente para renderizar optotipos pequenos com nitidez. Instale-o na altura dos olhos do paciente, na extremidade oposta da sala de exame. Evite telas brilhantes que refletem a iluminação do ambiente, o que reduz o contraste efetivo.

Etapa 2 — Configure o layout de duas telas

Defina a tela de controle do clínico como monitor principal e o monitor voltado ao paciente como monitor secundário, em modo estendido. O AcuityMaster é executado em uma única janela do navegador, portanto arraste essa janela para o monitor do paciente e pressione H para ocultar o menu de controle — o paciente então vê apenas o optotipo. Também estão disponíveis os modos de tela única e espelhamento para salas de exame compactas.

Etapa 3 — Meça a distância do paciente até a tela

Meça a distância exata entre o local onde o paciente se senta e a face do monitor, em pés ou metros. A precisão aqui é importante: o software usa esse número para calcular os tamanhos corretos dos optotipos. Se você usar um espelho, meça o comprimento total do caminho óptico.

Etapa 4 — Calibrar o tamanho do optotipo

Insira no software a distância e as dimensões físicas da tela. Ele então calcula o tamanho correto em pixels para cada linha de acuidade, de modo que, por exemplo, a linha 20/20 subtenda exatamente 5 minutos de arco na sua distância específica. Verifique medindo uma letra exibida em relação ao guia de calibração na tela.

Passo 5 — Ajuste a luminância do monitor

Busque um fundo branco entre 80 e 320 cd/m² — a faixa especificada pelas normas de optotipos de acuidade. A maioria dos monitores clínicos fica nessa faixa com aproximadamente 70–85% de brilho sob iluminação ambiente normal, mas isso é uma regra prática, não uma medição: somente um medidor de luminância informa o que a sua própria tela está fazendo.

Etapa 6 — Configure o modo espelho, se necessário

Em salas de exame curtas, ative o modo espelho para inverter o optotipo e exibi-lo por meio de um espelho atrás do paciente. O software inverte os optotipos para que sejam lidos corretamente no reflexo.

Como verificar a configuração antes de confiar nela

Uma sala de exame configurada não é o mesmo que uma sala de exame correta. Três verificações levam cinco minutos e detectam quase tudo o que costuma dar errado.

Verifique a distância física, não a distância inserida

Meça desde a posição do olho do paciente — o apoio de cabeça ou a frente da cadeira, não a parte de trás — até a face da tela. Uma sala configurada como 20 pés, mas que na verdade tem 18 pés 6 polegadas, exibe cada optotipo cerca de 8% maior do que o devido, o que basta para deslocar em uma linha um paciente limítrofe. Meça novamente após qualquer mudança de mobiliário; cadeiras mudam de lugar.

Confira um optotipo com uma régua

Exiba uma letra 20/200 e meça sua altura no vidro. A 20 pés, um optotipo 20/200 deve ter cerca de 88 mm de altura; o valor exato varia linearmente com a distância. Se a altura medida não corresponder ao que a distância indica, o dimensionamento da tela está errado — normalmente uma configuração de escala de exibição do sistema operacional, e não o software.

Vá até a cadeira do paciente e observe

Sente-se onde o paciente se senta. Verifique se há reflexos de janelas ou de luminárias no plano da tela, reflexos do monitor do técnico e se o optotipo está centralizado na altura dos olhos. Os problemas invisíveis da posição do técnico são justamente os que degradam silenciosamente todas as medições naquela sala.

Configurações de tela que comprometem o teste de acuidade

Telas de consumo vêm com processamento que ajuda filmes e prejudica optotipos. Desative estes recursos na tela voltada ao paciente:

  • Contraste dinâmico e brilho automático — eles alteram a luminância conforme o conteúdo da tela, de modo que um optotipo com fundo predominantemente branco é tratado de forma diferente de um predominantemente preto.
  • Night shift, filtros de luz azul e cor adaptativa — mudanças de cor programadas fazem com que um resultado da tarde não seja comparável a um da manhã.
  • Nitidez e realce de bordas — eles tornam artificialmente mais nítidas as bordas dos optotipos, que é justamente a pista que o teste tenta medir.
  • Escurecimento para economia de energia — uma tela que escurece após inatividade estará escura no momento em que o paciente for ler.

Coloque a tela no modo de imagem padrão ou sRGB, fixe o brilho e deixe assim. Depois anote a configuração, porque alguém vai alterá-la.

Clínicas com várias salas: mantendo as salas comparáveis

O objetivo da padronização é que um paciente atendido hoje na sala 3 e na sala 1 no mês que vem produza números comparáveis. Isso exige a mesma distância de teste em todas as salas, sempre que possível — e, quando não for possível, a distância registrada por sala e o software configurado por sala, em vez de copiado.

Duas salas com o mesmo modelo de monitor, a mesma distância e o mesmo ajuste de brilho vão concordar. Duas salas que diferem em qualquer um dos três não vão, e a diferença parecerá uma mudança clínica no prontuário.

O que reverificar, e quando

SituaçãoO que verificar
Novo monitor, ou monitor trocado entre salasDistância, tamanho do optotipo conferido com uma régua, brilho, modo de imagem
Sala ou mobiliário reorganizadoDistância medida, altura do optotipo, reflexos a partir da cadeira do paciente
Atualização do sistema operacionalEscalonamento da tela — as atualizações o redefinem, e ele redimensiona o optotipo silenciosamente
Novo técnicoQue ele saiba que a distância é fixa e não deve ser “ajustada” a cada paciente
RotinaUma conferência com régua uma ou duas vezes por ano leva dois minutos

A calibração é tudo. Um optotipo digital é tão preciso quanto seu ajuste de distância. Reverifique a calibração sempre que mover o monitor ou alterar a disposição da sala de exame.

Por que o software supera um projetor neste caso

Uma vez calibrado, um sistema digital oferece todos os tipos de optotipo — Snellen, ETDRS, visão de cores, acuidade com contraste reduzido, Worth 4-Dot e optotipos pediátricos — na mesma tela, com letras randomizadas para evitar a memorização. Não há lâmpadas para trocar nem tempo de aquecimento entre pacientes.

Mark S. Brown, MD

Mark S. Brown, MD

Cirurgião oculoplástico na Oculo-Facial Consultants e fundador da AcuityMaster. Em prática clínica desde 1998, o Dr. Brown criou o AcuityMaster para levar testes de acuidade com dimensionamento correto e calibrados para a distância a todas as salas de exame.

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